Fogaça e a Legolândia de Porto Alegrequinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Fogaça e a Legolândia de Porto AlegreFogaça e a Legolândia de Porto Alegre - parte 2
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
... uma incrível história:
NOTA HUPPERIANA: até parece com algumas que andei ouvindo numa tal de CPI da CORRUPÇÃO - veja exemplos nos audios do Zero Corrupção lincado ao lado.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
A equipe do Jornal JÁ informa onde encontrar a Edição Extra de novembro, em Porto Alegre:CENTRO
Banca do Julio – Mercado Público
Banca do Leandro – Largo Glênio Peres
Banca das Apostilas – Borges de Medeiros c/ Sete de Setembro
Banca do Clovão – Borges de Medeiros, 915, c/ Fernando Machado
Banca do Paulo – Andrade Neves c/ Borges de Medeiros
Banca da Alfândega – Praça da Alfândega, Andradas c/ Caldas JrMiscelânia Sáskia – Fernando Machado, 806 (ao lado de um Zaffari)
BOM FIM / SANTANA
Palavraria – Vasco da Gama, 165 (tele-entrega pelo 3268-4260)
Tabacaria Braz – Venâncio Aires, 1137, em frente ao HPS
Banca Folhetim – Jacinto Gomes c/ Venâncio Aires
Locadora Mondo Vídeo – Jerônimo de Ornellas, 531, c/ Santa TherezinhaMercado
Zerbes – Jacinto Gomes, 463
INDEPENDÊNCIA
Av Independência, em frente a 375, perto do Colégio Rosário
MOINHOS DE VENTO
Revista & Chocolate – Padre Chagas, 330
NA CIDADE: Nosso pessoal está na rua. Acompanhe a colocação do jornal nas bancas. Peça ao seu jornaleiro! Telefone da Editora: (51) 3330-7272.
PARA SEU FILHO ENTENDER:
UM GOLPE DE US$ 65 MILHÕES E DUAS MORTES NÃO ESCLARECIDAS
FONTES: Cloaca News e RS URGENTE
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Quer virar colunista ou editorialista de jornalão impresso, de um telejornal noturno ou de uma revista semanal de grande circulação? Fácil. Basta seguir esse manual. Para cada tema polêmico da atualidade, há um repertório de cinco argumentos que devem ser repetidos ad nauseum, sem margem para hesitação. Pintou o tema, escolha um dos cinco argumentos abaixo e tasque na sua coluna. Se quiser, use mais de um. Você é a estrela.
Uma dica: para sua coluna parecer diversificada, democrática, procure colocar alguns dos argumentos abaixo na boca de “especialistas”. Veja a lista de nossos especialistas no Disk-Fonte e escolha livremente. Se já estiver na hora do fechamento e ninguém atender, ligue para o Demétrio Magnolli, pois esse está sempre à disposição e discorre sobre qualquer assunto. Ele é fera.
E atenção: não se preocupe se o seu concorrente direto anda usando exatamente esses mesmos argumentos há anos. Não importa também se quase todos esses argumentos já foram aniquilados pelos fatos. O importante, em todos os casos, não é citar fatos. O que conta é dar ênfase no argumento. Se você estiver apresentando um telejornal, faça cara de compenetrado. Se for uma coluna, um editorial, carregue no título.
Além da segurança, da facilidade e da comodidade, há várias outras razões para você usar esse manual: 1) você vai parecer erudito; 2) você vai gastar pouco tempo para fechar a coluna; e 3) seu texto irá repercutir muito bem junto ao dono do(a) jornal/revista/TV que você trabalha.
Visite o Blog do Sakamoto e conheça a receita.
Via Marco Weissheimer
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ESTE CLIPE - alegremente surrupiado do BLOG DO OMAR - FOI CENSURADO NOS EUA QUANDO DE SEU LANÇAMENTO:
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
BOM FIM de WEEK-END para TODOS
PESCADO NO Paladar de palavra - http://paladardepalavra.blogspot.com/search?updated-max=2009-10-30T10%3A56%3A00-07%3A00&max-results=7
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Por Antonio Cattani (*)
Com este artigo ficamos sabendo que Porto Alegre está preparada para enfrentar grandes desafios de segurança e convivência pacífica, estando imune a catástrofes ambientais, conflitos armados e violência generalizada. Isso tudo por obra do programa de Governança iluminada e antecipadora da atual e interminável gestão. Mais do que isso, a cidade é líder mundial na discussão e promoção de uma agenda de democracia participativa, é modelo e referência do OP; é reconhecida internacionalmente no cumprimento pleno da promoção da paz e do desenvolvimento sustentável.
O estratégico secretário não caminha pela cidade, não conhece a periferia, nunca ouviu falar da Grande Cruzeiro, dos engarrafamentos da Rodoviária, da Independência, da Assis Brasil, da Bento e de mais uns 50 pontos problemáticos. O gestionário secretário não passa perto dos milhares de mendigos que ocupam ruas e praças, ambos, mendigos e lugares, em condições lastimáveis. O gestionário secretário deve estar permanentemente com fones de ouvido escutando Sing Along Sounds e assim, pode ignorar o fato que Porto Alegre é a pior capital brasileira em termos de qualidade de vida considerando-se a emissão de ruidos provocados pelo trânsito.
O título de “secretário de acompanhamento estratégico” deve se referir à tarefa de seguir o evanescente prefeito no mundo da fantasia, acreditando que administram a Disneylândia. Só falta adaptar os nomes locais aos personagens famosos: a Bela Adormecida, o rato Mickey, o Pateta etc.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Emir Sader: Saia curta e privatariaFaculdades privadas, exploração geral [ leia + ]
Ministra Nilcéia condena expulsão de universitária
Feministas marcam protesto
A Queda da Uniban
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
"Toda essa gente se engana/ Ou então finge que não vê que eu nasci/ Pra ser o superbacana/Eu nasci pra ser o superbacana/ Superbacana Superbacana / Superbacana Super-homem/ Superflit, SupervincSuperist Superbacana."Toda vez que alguém me conta uma história, tenho mania de sair cantarolando. Algo se move em meu incosnciente, e traz à tona canções às vezes esquecidas há muitos anos.
Foi o que aconteceu, hoje, quando uma amiga me enviou o link, com a entrevista do Caetano Veloso ao "Estadão". A manchete na primeira página é: "Marina Silva não é analfabeta como Lula". Então, vocês imaginam o resto - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/not_imp461314,0.php.
O mais engraçado é a foto interna, na capa do "Caderno 2". Uma amiga matou na hora, sem saber nem do conteúdo da entrevista: "mas, gente, Caetano tá a cara do FHC".
Confiram abaixo
CONTINUE LENDO CLICANDO AQUI - http://rodrigovianna.com.br/plenos-poderes/caetano-veloso-e-fhc-separados-ao-nascer
VIA blog do Rodrigo.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Nossos parabéns a toda equipe d’O Cloaca, que continuem nesta insalubre micção.Visite o indispensável Cloaca News.
domingo, 1 de novembro de 2009
Estertores de um EX:FHC convida ao golpe de Estado
Os filhos de FHC I: a ANATEL
Os filhos de FHC, II: A ANEEL
Os filhos de FHC, III: o traidor
Os filhos de FHC, IV: quisling
Os filhos de FHC, V: a incompetência
Os filhos de FHC, VI: o roubo
FHC acusa Lula de fazer obras históricas
Um ato de priapismo ideológico
sábado, 31 de outubro de 2009
VIA http://frenesi-livros.blogspot.com/2009/10/cuidado-com-os-miolos.html
LEIAM TAMBÉM: Cartas na mesa (190): Voltando à vaca fria
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Colaboração involuntária de Michael Kountouris, descaradamente chupada do Notas ao café… - http://notasaocafe.wordpress.com/2009/10/29/louvremac/
SOLUÇÕES RAITÉQUIS: último grito no leste-europeu, 'bécâpi caseiro'. Xeroqueie seus arquivos direto pelo monitor e guarde na garagem. Para as primeiras 666 ligações GRÁTIS caixotes cartonados. Ligue già!segunda-feira, 26 de outubro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
A dessacralização da Bíblia e a denúncia dos seus erros e efeitos perversos ao longo da História feita por José Saramago em Penafiel
leia também:
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
É o golpe travestido de uma pretensa “ação legal em defesa do Estado e de sua população”, comandado não mais a partir das desastradas quarteladas militares, mas agora com a roupagem negra das togas dos tribunais.
A manifestação extemporânea, imprópria, não provocada e de clara preparação de um clima próprio para que se desague na Corte Constitucional uma decisão que se alegaria em “favor do povo” e contra o “desgoverno” está nas entrevistas dadas pelo ministro-Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.
O ministro, ao abordar - criticando o governo federal - temas tão diferenciados quanto a caravana governamental às obras de transposição de águas do rio São Francisco e a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, revelou o lado assustador desse processo...
Um dos mais antigos e respeitados brocardos (axiomas jurídicos) do Direito diz: Juiz só fala nos autos...
(...)
para continuar leitura - http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/a-face-atual-do-golpe/
terça-feira, 20 de outubro de 2009
A irresponsabilidade da “elite” gaúcha
o EsTaDo mais politisado do Brazil
Processo de impeachment é arquivado sem ter sido debatido na Assembléia Legislativa
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
domingo, 18 de outubro de 2009

Por Adão Paiani
Mas assim como não tem a noção do conceito de ética, alguns desses afortunados detentores de posições relevantes na estrutura estatal, também são levados a ter uma visão toda particular do que seja a tal “liturgia do cargo”. Passam a entender esse conceito como as condições materiais que lhes são alcançadas pelo contribuinte (quem paga a conta, ou seja, nós) e colocadas à disposição para “fazerem bonito”. Recursos indispensáveis, todos nós sabemos, ao pleno exercício das atribuições inerentes a cargos de mando, como pufes verde-limão (ou Kiwi, vá lá!), pisos emborrachados, hidromassagens e móveis infantis.
Já o coloquial termo “chinelagem”, como todo mundo sabe, denota um modo de se portar de quem não respeita a postura e a conduta minimamente exigível no convívio em sociedade. É a falta de classe; e aí nada a ver com estratificação social. Quem tem esse tipo de comportamento tanto pode morar debaixo de um viaduto, cercado de caixas de papelão, como em confortáveis residências de ruas aprazíveis e seguras, embora possam ser encontrados com assustadora e imperdoável freqüência no segundo caso.
Eu confesso que falar desse kinder ovo do terror que é o governo Yeda Rorato Crusius me causa um enfado medonho. Sinto-me o próprio articulista de um tema só. Mas por favor, acreditem, consigo falar de outras coisas também. Mas não tenho tido a oportunidade de fazer isso, pois a cada dia é uma nova surpresa desagradável. Só a indignação me faz superar o aborrecimento. E aí vamos nós de novo.
A última, pelo menos até o momento em que estou aqui lutando com o teclado, é a nova lista de compras da Senhora Governadora. Não sei se já foi superado por algum outro fato novo, para usar uma expressão muito em voga no espaço entre o Palácio Piratini e determinados gabinetes do Palácio Farroupilha. Sabe como é; esse é um governo dinâmico. Dentre os itens imprescindíveis à liturgia inerente ao cargo de mandatária maior do Estado estão artigos de luxo de cama, mesa e banho, adquiridos em uma loja conhecida pela sua sofisticação, e que totalizaram, apenas em uma operação, mais de três mil reais.
Ao todo, durante o ano de 2007, foram mais de trinta mil reais apenas nesses itens; tudo devidamente sem licitação, adquiridos com a já conhecida técnica de se fracionar as despesas, para fugir à Lei de Licitações. Como eles são espertos. E tudo sendo pago, obviamente, por todos nós; até por aquele que, debaixo da ponte, só consegue se cobrir com jornais já lidos; afinal é por esse tipo de coisa e de gente como essa é que ele, dentre outros motivos, continua lá.
E aí é que entra nesse caso a “chinelagem”, a falta de categoria, de vergonha na cara, de ética, de respeito, em contraponto à liturgia do cargo. A postura de um governante que deixa de utilizar a estrutura que o Estado põe a sua disposição e passa não apenas a exigir, mas a adquirir para proveito próprio e dos seus, coisas que a legislação veda, dando-lhes destino e utilização absolutamente imorais. Coisa a que não teria acesso se tivesse que arcar com os custos do seu próprio bolso. Coisas que nunca teve e agora se acha no direito de ter, esquecendo da condição transitória do exercício de qualquer cargo ou função pública.
Isso independente do que acham advogados de saber jurídico e reputação discutível ou pareceres elaborados ao gosto do freguês; nada pode se sobrepor ao que dispõe o artigo 37 da Constituição da República, que descreve os princípios pelos quais obrigatoriamente deve se mover a administração pública. A despeito das vontades, interesses, mentiras e megalomania dos mandatários de plantão.
Para um Estado que já teve, só para citar os exemplos mais recentes, um governador que, não querendo usar o Palácio, preferiu continuar morando no modesto, mas digno apartamento em que vive até hoje, comprado com o próprio esforço; e ia para o trabalho de ônibus; e outro que, também morando fora, alugava um apartamento pequeno e simples, que tinha pouco mais que uma cama, geladeira e fogão, tudo pago do próprio bolso; sem que nada disso tivesse afetado as condições de exercício ou a liturgia do cargo que ocupavam; chegou-se decididamente ao fundo do poço da “chinelagem”. Se é que não pode ser ainda mais fundo.
Aguardemos a próxima surpresa desagradável.
LEIA TAMBÉM
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
O enredo da sucessão gaúcha está dando de dez a zero nos novelistas da Globo. Tem de tudo. Os episódios vão do trágico ao cômico com grande facilidade. No final de semana do feriadão, por exemplo, a governadora embarcou em Porto Alegre para uma viagem a Washington, onde iria obter a liberação de uma nova parcela do empréstimo de 1,2 bilhão de dólares que fez junto ao BIRD. Na escala em São Paulo, onde deveria reunir com o alto tucanato nacional, Yeda nem reuniu, nem seguiu viagem. Voltou ao Rio Grande do Sul. Chegando em Porto Alegre, saiu dando declarações e insinuando que desistira da viagem porque estaria sendo armado um golpe para derrubá-la.Conforme analistas políticos da direita gaúcha, os arquitetos do golpe seriam nada mais nada menos que seu vice-governador, Paulo Feijó (DEM), o Ministério Público Federal e até o presidente da Assembléia Legislativa do Estado. Ou seja, o Rio Grande do Sul estaria mais ou menos no nível de amadurecimento democrático de Honduras, onde o presidente Manuel Zelaya foi preso e deposto num golpe dado sob o manto do judiciário hondurenho. Com uma diferença. No RS, o judiciário e o DEM estariam mancomunados (pasmem) com a esquerda gaúcha... Loucura total.
Ninguém investigou se Yeda de fato conseguiria liberar os recursos em Washington, nem os motivos pelos quais o tucanato paulista não quis recebê-la no feriado. A imprensa gaúcha preferiu tratar das pautas ofertadas pela consultoria de comunicação e gestão de crise contratada para cuidar da imagem da governadora. Ou seja, depois de derrotar a oposição na Assembleia, passou a atacar o vice governador, Paulo Feijó, que promete depor na CPI da corrupção no próximo dia 26.
Tendo começado assim, a semana terminou com a governadora sendo excluída pelo Tribunal Regional Federal de uma ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal. Os jornais deram destaque à exclusão. Nas letras miúdas, contudo, a decisão pode tornar ainda mais difícil a situação da governadora. O TRF entendeu que Yeda é agente político e não deve responder por improbidade administrativa mas sim por crime de responsabilidade. Ou seja, Yeda Crusius deverá ser julgada pelo Superior Tribunal de Justiça ou pela Assembléia Legislativa.
A comemoração da base yedista se deu por conta da maioria que possui na parlamento gaúcho e da blindagem que faz à governadora. O pedido de impeachment apresentado por doze entidades do funcionalismo público estadual foi negado sem sequer ouvir as acusações. A maioria governista patrolou a oposição e enterrou o processo no nascedouro. Com a decisão da exclusão da Yeda do processo de improbidade administrativa, o próximo passo da base yedista deverá ser enterrar a CPI instalada - mas também travada - na Assembleia do Estado.
Elementos de sanidade
O Rio Grande do Sul sempre se distinguiu no Brasil por suas características "mais européias". De fato, quase todos os índices gaúchos antes do governo Lula eram melhores que a média nacional. Distribuição de renda, produtividade, IDH, educação, saúde etc. Até em termos de ética os gaúchos ostentavam índices melhores que os demais estados do país. Porém, nos últimos anos, no pampa gaúcho, tudo o que era sólido se desmanchou no ar.
Com a crise instalada, a política gaúcha vem sendo dominada pela construção de factóides. A imprensa no Estado, toda ela a serviço de tudo o que seja, ou mesmo simplesmente aparente ser, anti-Lula, contribui com a desinformação. A cobertura fragmentada dos acontecimentos, a ausência de lógica no noticiário, colabora para o ambiente do vale tudo na política. Com isso, também, a cada dia mais o Rio Grande do Sul está enlouquecendo.
Em meio a esse hospício, alguns elementos de sanidade parecem emergir junto com as mudanças implementadas no país pelo governo federal. A antiga polarização entre esquerda e direita no Rio Grande do Sul está aos poucos tornando-se passado. O PT, que pontificava à esquerda, vem se dirigindo ao centro. O PMDB, que há quatro perfilou-se ao lado da direita, também. Enquanto Yeda Crusius, como representante da direita gaúcha mais radical incinera-se na chama crioula, PT e/ou PMDB emergem na cena como alternativas de sanidade e recuperação do Estado.
No PT, a candidatura do ministro Tarso Genro ao governo já está definida. Tarso vem superando aos poucos os obstáculos que tem em seu caminho. Já conseguiu unificar o seu partido, mas ainda está longe de ter resolvido outros problemas, como as alianças e o projeto de futuro. No PMDB, o ex-governador, Germano Rigotto, e o atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, disputam o posto de candidato. Com o partido dividido entre uma ala pró-Serra e outra pró-Dilma, o prócer do partido, senador Pedro Simon, vem sendo obrigado a fazer malabarismos para manter a unidade. Decidindo ainda este ano por Rigotto ou ano que vem por Fogaça, o PMDB de Simon colocou-se a tarefa de impor uma última derrota ao PT de Tarso Genro.
Tudo ainda pode mudar
Se hoje o mais provável é termos duas alternativas maduras de governo para resolver a crise do Estado em 2010, isso não significa que estes elementos de sanidade não possam sucumbir nos próximos meses. Há quatro anos tudo parecia caminhar para uma eleição entre Olívio e Rigotto. Acabou Yeda Crusius ganhando a eleição. Em torno a estas duas alternativas - um PT de centro-esquerda e um PMDB de centro-direita - gravitam alternativas para todos os gostos. O difícil é saber o que fará o eleitor gaúcho em 2010. Se vai perseguir uma alternativa testada e aprovada, ou jogar suas fichas novamente no novo.
Que viver, verá.
Paulo Cezar da Rosa - Direto de Porto Alegre
FONTE: http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5277
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
sábado, 10 de outubro de 2009
( sugestão hupperiana: asilo na embaixada riograndense em Brasília )Por Adão Paiani (*)
A ilustre mandatária do Estado gaúcho deve acreditar piamente estar à frente de um projeto de república bananeira, onde um governante é retirado de pijama do Palácio, enfiado em um avião e despachado para o exterior sem a menor cerimônia. É bem verdade que vontade e motivos sem dúvida não faltariam, à imensa maioria dos gaúchos, para cometer tamanho descalabro; pelo menos a julgar pelas últimas pesquisas de opinião. E isso realmente justifica o medo da progenitora-maior do Estado.
Mas ao agirmos assim, certamente estaríamos nos colocando no mesmo nível de indigência intelectual e cidadã, violando nossos conceitos de república, respeito à lei, à justiça e à liberdade que temos a muito custo defendido frente à sanha, as sandices e aos desmandos de um governo definitivamente pérfido, vergonhoso e enlouquecido. Acreditamos demais na democracia para isso, ao contrário de alguns.
Aliás, talvez a verdadeira vocação de YRC seja governar um Estado onde tudo seja possível, inclusive desatinos como o que teme. Um Estado onde a lei, a justiça e a democracia fiquem a disposição dos arroubos do mandatário de plantão. Onde a ordem jurídica seja usada para justificar a ditadura de pretensas maiorias.
Onde governos desmoralizados sejam carregados pelo amparo de meios de comunicação condescendentes, subservientes e vendidos a interesses espúrios. Onde elites retrógradas que não conseguem enxergar nada além de seus próprios bolsos, se disponham a beijar as mãos de qualquer enlouquecido que se preste a garantir, mesmo que momentaneamente, seus interesses.
Onde parlamentares sem o mínimo compromisso com a democracia, que garante seus mandatos, e com absoluto desrespeito aos cidadãos que os elegeram, e ainda menos pelo conjunto da sociedade, prestem-se a papéis vergonhosamente lamentáveis. Onde governantes sem a mínima condição moral e intelectual de discernir os limites do público e do privado, se locupletem à custa de um patrimônio que é de todos, e ainda se prestem a defender isso da forma mais desavergonhada possível; debochando daqueles que pagam seus salários e pufes verde-limão.
Talvez o receio da Governadora seja que o clima de “Casa da Mãe - Joana”, no qual ela e seus asseclas transformaram o Estado, se volte definitivamente contra seus interesses. Talvez tema que tenhamos nos transformado em um Estado onde os interesses daqueles que pagam a conta seja o que menos importa. Onde uma história e tradição republicana sejam rasgadas e enxovalhadas diariamente, justamente por aqueles que juraram defendê-las.
A Governadora não deve temer. Apesar de todos os seus esforços e de seu Governo, ainda resta dignidade e respeito à lei nos corações e nas mentes de milhões de gaúchos. Se ela tiver que deixar um lugar, ao qual perdeu as condições de ocupar, e onde está não por direito divino, como parece pensar, e sim pela vontade de uma maioria que a elegeu, dentro de um processo que é a essência da própria democracia; será dentro da lei, e não na marra.
Pode viajar tranqüila, Senhora Governadora. Ficaremos bem sem a sua presença. Pode acreditar.
(*) Advogado, Ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul.




































