sábado, 25 de agosto de 2012

Obama mantém sob tortura o acusado de vazar ao WikiLeaks



Ao falar da sacada da embaixada do Equador em Londres, o fundador do site WikiLeaks, Julian Assange, pôs em evidência o soldado Bradley Manning, que está há mais de 810 dias em uma cela solitária e sob tortura nos EUA, acusado de ter vazado centenas de milhares de telegramas do Pentágono e do Departamento de Estado, assim como vídeos de crimes de guerra, considerando-o, caso seja a fonte dos mesmos, como "um dos presos políticos mais importantes do mundo".
 ILEGALIDADE
 Preso desde maio de 2010 em um centro do corpo de marines em Quantico, na Virgínia, incomunicável, Manning vem recebendo, segundo seu advogado, David Coombs, "um tratamento humilhante e degradante". "É uma forma de tortura", disse à BBC Ann Wright, ex-militar que deixou o exército norte-americano em protesto contra a invasão do Iraque. De acordo com as denúncias, Manning é forçado a ficar despido, a permanecer em pé sem poder se encostar a alguma estrutura por horas a fio, a cada cinco minutos é obrigado a responder aos carcereiros e é acordado durante o sono se voltar a face para a parede. Como assinalou Ann, trata-se "das técnicas trágicas que a Marinha usou em Guantánamo e Abu Graib".
O porta-voz da secretária de Estado Hillary Clinton, P.J. Crowlely, foi forçado a se demitir após afirmar que Manning não fora declarado culpado de crime algum e que sua prisão era "contraproducente e estúpida". Com base nas denúncias, o relator da ONU para casos de tortura, Juan Mendez, tentou investigar a situação de Manning, mas foi impedido pelo Pentágono, que não aceitou que ele se reunisse sozinho com o soldado. Visita, só na presença de oficiais dos EUA. Mendez se declarou "desapontado e frustrado com a má-fé" do governo norte-americano. A Anistia Internacional também teve negado pedido para vê-lo.
Manning enfrenta mais de 22 acusações, inclusive a de "colaborar com o inimigo" e está ameaçado até mesmo de execução. Ativistas e entidades de direitos humanos têm organizado protestos em frente à prisão em que Manning está encarcerado e arrecadado fundos para sua defesa. Mais de 250 juristas enviaram uma carta aberta a Obama, em que afirmam "que não há desculpas para este tratamento degradante e desumano antes de um julgamento". Entre os signatários, está Laurence Tribe, que deu aulas de direito a Obama em Harvard e que chegou a declará-lo seu melhor aluno. Ele classificou as condições de prisão de "ilegais e imorais".
Como se sabe, os documentos não foram "passados ao inimigo" – se é que foi ele – e sim ao WikiLeaks e daí às páginas dos jornais e telas das emissoras de TV do mundo inteiro o que, como os "Papéis do Pentágono" fizeram em 1971 em relação à guerra do Vietnã, só ajuda a impulsionar uma saída dos atoleiros no Iraque e Afeganistão. O que os documentos vazados mostraram foram centenas de milhares de atos do governo dos EUA intervindo no mundo inteiro, e o desastre no Iraque e Afeganistão. Um dos mais impactantes documentos é, exatamente, um vídeo da guerra do Iraque, em que um helicóptero é orientado, pela base, a disparar contra oito civis iraquianos. Os assassinatos são consumados diante das câmeras.
 CHANTAGEM
 Ao que tudo indica, a tortura contra Manning tem como um dos objetivos fazê-lo incriminar Assange, contra quem, segundo o jornal inglês "Guardian", já há um indiciamento secreto e já está pronto um tribunal. No governo Nixon, os "Papéis do Pentágono" acabaram por apressar o final da guerra, e o nome de Daniel Ellsberg virou história. No de Obama, 2012, o soldado Manning está na câmara de tortura.
   Fonte: Jornal Hora do povo

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

" Le Miroir "



" Le Miroir " conta a história de um homem que passa da infância para a velhice diante de seu espelho.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

A pressa para Cézar Peluso



Leandro Fortes
O destempero de Joaquim Barbosa, o histórico de Gilmar Mendes, a pressa para Cézar Peluso poder votar, a omissão de todos os demais – tudo isso contribui para que o Brasil assista, atônito, o festival de vaidade e loucura que se instalou no STF a partir do julgamento do “mensalão”.
A decisão de “fatiar” o julgamento, tomada sem base legal alguma, a partir do voluntarismo do ministro relator e também para se adequar à sanha da mídia, levou os advogados a apresentar, agora de manhã, uma petição ao tribunal para que, enfim, se esclareça em que tipo de Estado de Direito estamos vivendo, afinal.
Já passou da hora de se rever os métodos de indicação e permanência dos ministros do STF, muitos dos quais indicados apenas por questões políticas, boa parte sem o conhecimento jurídico e a capacidade formal para atuar como juíz.

"...Aquellas Mujeres..."

Documentário sobre as escravas brancas judias, prostitutas chamadas “polacas”, que foram trazidas da Europa do leste, pelos Cáftens, máfia judaica, ao Rio de Janeiro e a outras capitais do Brasil, desde o final do século XIX.
No Rio, criaram o seu Cemitério de Inhaúma, uma Associação de Ajuda Mútua e uma Sinagoga."

sábado, 18 de agosto de 2012

Não senhor Ferreira Fernandes, não trata-se de uma simples guerras de preservativos!


 Assange e a guerra do preservativo


   
«Em agosto de 2010, Julian Assange, famoso e em vias de o ser mais, foi a um debate, na Suécia. Encontra "Miss A", que o convida a ir lá para casa. Têm sexo. Dias depois, noutro debate sueco, Assange encontra "Miss W", vão para casa dela e têm sexo. Os debates na Suécia já parecem um manual de instruções do Ikea, sempre com convites para montar algo. E até faltou uma peça: "Miss A" e "Miss W", tendo-se encontrado dias depois, conversaram sobre Assange e deram-se conta de que ele não usou, como prometido, o preservativo. Apresentaram queixa e estamos agora à beira de uma guerra. Já houve guerras por causas insignificantes, mas nunca por uma tão fina e transparente. Assange foi para o Reino Unido, a Suécia pediu extradição, Londres concedeu, Assange fugiu para a Embaixada do Equador, Quito deu-lhe asilo político e temos armado o conflito. O Equador quer levar Julian Assange e a Grã-Bretanha não deixa. Depois de terem guerreado os argentinos por causa de lã (nas Malvinas só há ovelhas), os britânicos arriscam-se a combater outros sul-americanos por causa de látex. Entretanto, Julian Assange está nas suas sete quintas. Se bem se lembram, ele tornou-se famoso por desvendar telegramas diplomáticos. E, agora, está dentro de uma embaixada... O embaixador equatoriano tem interesse em fechar bem as gavetas. Ele que pergunte às suecas. Assange pode só entrar quando é chamado, mas depois de lá estar não é de confiar.» [DN]
   
Autor:


Nota Hupperiana: A simplificação do portuga chega as raias do hilário (caso haja alguma graça no caso). Mas vamos a alguns acréscimos a tonteria. Primeiro: as Malvinas não têm somente ovelhas são repletas de petróleo o que torna um 'pouquinho' mai$ lucrativa$. Segundo: Reino Unido, não somente Grã-Bretanha (vide figura ao lado) já haviam demonstrado suas convicções ao acolherem Pinochet (veja aqui). Terceiro: nenhum ser consciente e bem informado deveria assediar  uma sueca sem um advogado, uma caixa de preservativos e três ou quatro testemunhas juramentadas (Mr. Assange já havia sido advertido de sua vulnerabilidade por um colega que muito bem conhecia sua incontinência sexual). Quarto: Rafael Correa também não é santo, tem seus problemas internos e, aparentemente, sabe mover suas peças nesse xadrez internacional. Quinto: Mr. Assange não seria louco de melar uma oportunidade, única talvez. Sexto: meu caro Ferreira Fernandes em suas 'entrelinhas' mostras bem a que e a quem viestes. Sétimo: caso não houvessem Miss. A. e Miss W. (seriam anônimas? por que A. e W. se espoes J. A. com nome e sobrenome? Seus nomes são Anna Ardin e Sofia Wilen (aqui)) seriam a cor de seus olhos ou suas cãs prematuras a justificar tal ato de afronta aos, já nem tanto, 'segredos' do império. Oitavo: não lembras de um U.S. citizen named Bradley Manning ? e o que foi feito dele?


Notas alguma diferença entre o antes e depois?

Não senhor Ferreira Fernandes, não trata-se de uma simples guerras de preservativos! Talvez sim da preservação de algo que já deu o que tinha que dar. Que o povo espanhol já deu-se conta e alguns poucos portugueses negam ou não querem ver.






sexta-feira, 17 de agosto de 2012

" À beira de um ataque de nervos... "


STF dividido valoriza o voto de Peluso

Por que é tão importante o voto do ministro Cezar Peluso, que se aposenta no final do mês, em meio ao julgamento do processo do mensalão?
O voto de Puluso está valorizado pelo simples e bom motivo de que o STF parece rachado ao meio depois de quase 50 horas de julgamento, e um voto pode definir a condenação ou a absolvição dos 37 réus que restaram.
E o voto de Cezar Peluso, segundo toda a grande mídia, é dado mais do que certo pela condenação, se possível à pena máxima, dos principais acusados.
A divisão do tribunal fica mais evidente a cada intervenção dos ministros, como aconteceu nesta quarta-feira, durante a  discussão das preliminares do voto do relator Joaquim Barbosa, outro que também deve pedir a condenação de pelo menos boa parte dos réus.
De um lado, há os que têm pressa (o próprio Barbosa, Gilmar Mendes, seu antigo desafeto e agora aliado, e o presidente do STF, Ayres Britto), sob a intensa pressão da mídia, para que a eventual condenação dos réus, com a antecipação do voto de Peluso, possa influir nas eleições de 7 de outubro.
De outro, estão os que querem seguir o cronograma e não aceitam mudar os ritos do julgamento (Celso de Mello, Marco Aurélio de Mello, Ricardo Lewandowski e José Antonio Toffoli). Os demais pouco se manifestam e ninguém tem ideia de como eles irão votar.
À beira de um ataque de nervos, sem saber se ficava em pé ou sentado, devido às suas crônicas dores na coluna, o relator Barbosa, que parece ter transformado o julgamento do mensalão numa questão pessoal, queria que o STF mandasse um ofício à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) denunciando as ofensas que teria recebido dos advogados de defesa.
Após um acalorado debate, em que muitos falavam ao mesmo tempo, como numa mesa redonda de futebol, a maioria dos ministros negou a solidariedade reivindicada pelo relator, que começará a ler o seu voto de anunciadas mil páginas na tarde desta quinta-feira.
Os argumentos apresentados na acusação do procurador-geral Roberto Gurgel e pelas defesas dos réus podem servir tanto para justificar os votos pela condenação como os que pedirão a absolvição dos réus.
Com tantos políticos envolvidos no processo e o clima de beligerância no tribunal, é humanamente impossível que o julgamento não seja político.
Como o Direito não é uma ciência exata, ao contrário do que esperam os defensores de um julgamento técnico, o resultado é absolutamente imprevisível _ daí toda esta polêmica em torno do voto de Cezar Peluso.



Leiam também:


Barbosa ameaça deixar corte antes do fim do julgamento

O ministro relator da ação penal 470, Joaquim Barbosa, ameaçou abandonar a corte antes do término do julgamento, caso os ministros não adotem a metodologia de votação em blocos, proposta por ele. O ministro revisor, Ricardo Lewandowiski, reagiu e defendeu a votação integral por cada ministro. Para colocar fim ao impasse, o presidente da Corte, Ayres Brito, sugeriu que cada um vote como quiser. E a maioria concordou. “Será uma Babel”, avaliou o ministro Marco Aurélio de Mello.

Já Era do Serra 4





As chances de José Serra vencer as eleições municipais de São Paulo derretem como picolé caído na rua. O ex-governador tem vários adversários, mas um inimigo fatal: ele mesmo. Serra é líder absoluto em rejeição,  traço reafirmado mais uma vez na pesquisa do sempre amigável Ibope, divulgada nesta 5ª feira. 37% dos eleitores não votam nele de forma alguma. O tucano tenta se proteger com uma campanha escondida para não ampliar um sentimento entranhado na opinião pública. A mídia o poupa. Mas não há vacina publicitária para esse traço auto-imune. Russomano, um outsider, já empata com Serra em intenções de voto (ambos com 26%); pior, venceria o tucano com 42% contra 35% num eventual 2º turnos. O ex-governador tem piores dias pela frente. Hoje luta contra a própria imagem na sombra; a partir de 21 de agosto enfrentará  Fernando Haddad no campo aberto do horário eleitoral. O petista saltou de 6% para 9% das intenções de voto na semana em que divulgou seu programa municipal. O resultado evidencia que só tem um grande adversário por enquanto:o desconhecimento do eleitor. Esse mal tem cura. São quase sete minutos diários em 45 dias de propaganda para dizer ao eleitor não apenas quem é e o que pensa, como também mostrar o que pensa dele um ex-presidente da República que deixou o cargo com 80% de popularidade --depois de oito anos espicaçado pelo PSDB de Serra.
(Carta Maior; 6ª feira/17/08/2012)