sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Cartilha Neoliberal

2+2=4 ... mais que isto é desperdício, coisa de pobre que quer saúde, educação, segurança e, suprema ousadia, + ESTADO. Deveriam seguir exemplos como os da Islândia, Califórnia, Irlanda e Rio Grande do Sul, todos FALIDOS.
Estado Minimalista

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

COEFICIENTE de ABANDONO

Colaboração involuntária de Michael Kountouris, descaradamente chupada do Notas ao café… - http://notasaocafe.wordpress.com/2009/10/29/louvremac/

Caderno Digital

SOLUÇÕES RAITÉQUIS: último grito no leste-europeu, 'bécâpi caseiro'. Xeroqueie seus arquivos direto pelo monitor e guarde na garagem. Para as primeiras 666 ligações GRÁTIS caixotes cartonados. Ligue già!

domingo, 25 de outubro de 2009

AVISO SAGRADO

NOTA: edição luxo-púrpura-papal com marcador de versículos chumbrega verde-puff. Totalmente financiada pelo ouro-negro de Caracas e patrocinado pelos Iconoclastas Anônimos dos Últimos Dias & Agnósticos Graças aos Deuses de Varginha Grande.
" Amigos Imaginários "

A dessacralização da Bíblia e a denúncia dos seus erros e efeitos perversos ao longo da História feita por José Saramago em Penafiel

Alguns críticos da Bíblia, mas há muitos mais:



leia também:

Saramago acusa Papa de «cinismo»

COMPROVADO: CRISTO FEZ ALIANÇA COM O DIABO A QUATRO

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SUPREMA IMPARCIALIDADE

( da série " por que não te calas? " - opus. perguntar não deveria ofender )



por Eleuterio Boanova, em seu blog via Vi o Mundo

O Brasil vive nestes dois últimos dias, um dos momentos mais assustadores de sua história recente com a escalada de ações políticas que fazem prever a instauração no País de um clima propício a um golpe de estado que segue modelo aprimorado e testado, com êxito parcial, em Honduras recentemente.

É o golpe travestido de uma pretensa “ação legal em defesa do Estado e de sua população”, comandado não mais a partir das desastradas quarteladas militares, mas agora com a roupagem negra das togas dos tribunais.

A manifestação extemporânea, imprópria, não provocada e de clara preparação de um clima próprio para que se desague na Corte Constitucional uma decisão que se alegaria em “favor do povo” e contra o “desgoverno” está nas entrevistas dadas pelo ministro-Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

O ministro, ao abordar - criticando o governo federal - temas tão diferenciados quanto a caravana governamental às obras de transposição de águas do rio São Francisco e a crise de segurança pública no Rio de Janeiro, revelou o lado assustador desse processo...

Um dos mais antigos e respeitados brocardos (axiomas jurídicos) do Direito diz: Juiz só fala nos autos...

(...)

Ëhiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii .......... PUFF !

A MENINA da PORTEIRA


UM NOVO RIOGRANDE

( secção "Atualidades-News" - ala VIP )

domingo, 18 de outubro de 2009

Yeda vai às compras



Por Adão Paiani



O termo “liturgia do cargo” foi cunhado para expressar o comportamento que se espera de ocupantes de altos postos, em especial na função pública, e assim como a ética, deveria ser um conceito natural, facilmente perceptível e de entendimento tranqüilo por quem recebe a missão de representar ou conduzir seus pares, os demais cidadãos. Mais do que o apego aos rapapés e mesuras, é a consciência do significado de se ocupar uma posição de destaque, de representatividade, de mando, de responsabilidade.

Mas assim como não tem a noção do conceito de ética, alguns desses afortunados detentores de posições relevantes na estrutura estatal, também são levados a ter uma visão toda particular do que seja a tal “liturgia do cargo”. Passam a entender esse conceito como as condições materiais que lhes são alcançadas pelo contribuinte (quem paga a conta, ou seja, nós) e colocadas à disposição para “fazerem bonito”. Recursos indispensáveis, todos nós sabemos, ao pleno exercício das atribuições inerentes a cargos de mando, como pufes verde-limão (ou Kiwi, vá lá!), pisos emborrachados, hidromassagens e móveis infantis.

Já o coloquial termo “chinelagem”, como todo mundo sabe, denota um modo de se portar de quem não respeita a postura e a conduta minimamente exigível no convívio em sociedade. É a falta de classe; e aí nada a ver com estratificação social. Quem tem esse tipo de comportamento tanto pode morar debaixo de um viaduto, cercado de caixas de papelão, como em confortáveis residências de ruas aprazíveis e seguras, embora possam ser encontrados com assustadora e imperdoável freqüência no segundo caso.

Eu confesso que falar desse kinder ovo do terror que é o governo Yeda Rorato Crusius me causa um enfado medonho. Sinto-me o próprio articulista de um tema só. Mas por favor, acreditem, consigo falar de outras coisas também. Mas não tenho tido a oportunidade de fazer isso, pois a cada dia é uma nova surpresa desagradável. Só a indignação me faz superar o aborrecimento. E aí vamos nós de novo.

A última, pelo menos até o momento em que estou aqui lutando com o teclado, é a nova lista de compras da Senhora Governadora. Não sei se já foi superado por algum outro fato novo, para usar uma expressão muito em voga no espaço entre o Palácio Piratini e determinados gabinetes do Palácio Farroupilha. Sabe como é; esse é um governo dinâmico. Dentre os itens imprescindíveis à liturgia inerente ao cargo de mandatária maior do Estado estão artigos de luxo de cama, mesa e banho, adquiridos em uma loja conhecida pela sua sofisticação, e que totalizaram, apenas em uma operação, mais de três mil reais.

Ao todo, durante o ano de 2007, foram mais de trinta mil reais apenas nesses itens; tudo devidamente sem licitação, adquiridos com a já conhecida técnica de se fracionar as despesas, para fugir à Lei de Licitações. Como eles são espertos. E tudo sendo pago, obviamente, por todos nós; até por aquele que, debaixo da ponte, só consegue se cobrir com jornais já lidos; afinal é por esse tipo de coisa e de gente como essa é que ele, dentre outros motivos, continua lá.

E aí é que entra nesse caso a “chinelagem”, a falta de categoria, de vergonha na cara, de ética, de respeito, em contraponto à liturgia do cargo. A postura de um governante que deixa de utilizar a estrutura que o Estado põe a sua disposição e passa não apenas a exigir, mas a adquirir para proveito próprio e dos seus, coisas que a legislação veda, dando-lhes destino e utilização absolutamente imorais. Coisa a que não teria acesso se tivesse que arcar com os custos do seu próprio bolso. Coisas que nunca teve e agora se acha no direito de ter, esquecendo da condição transitória do exercício de qualquer cargo ou função pública.

Isso independente do que acham advogados de saber jurídico e reputação discutível ou pareceres elaborados ao gosto do freguês; nada pode se sobrepor ao que dispõe o artigo 37 da Constituição da República, que descreve os princípios pelos quais obrigatoriamente deve se mover a administração pública. A despeito das vontades, interesses, mentiras e megalomania dos mandatários de plantão.

Para um Estado que já teve, só para citar os exemplos mais recentes, um governador que, não querendo usar o Palácio, preferiu continuar morando no modesto, mas digno apartamento em que vive até hoje, comprado com o próprio esforço; e ia para o trabalho de ônibus; e outro que, também morando fora, alugava um apartamento pequeno e simples, que tinha pouco mais que uma cama, geladeira e fogão, tudo pago do próprio bolso; sem que nada disso tivesse afetado as condições de exercício ou a liturgia do cargo que ocupavam; chegou-se decididamente ao fundo do poço da “chinelagem”. Se é que não pode ser ainda mais fundo.

Aguardemos a próxima surpresa desagradável.




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sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Vira - Casacas

P. S.:







O enredo da sucessão gaúcha está dando de dez a zero nos novelistas da Globo. Tem de tudo. Os episódios vão do trágico ao cômico com grande facilidade. No final de semana do feriadão, por exemplo, a governadora embarcou em Porto Alegre para uma viagem a Washington, onde iria obter a liberação de uma nova parcela do empréstimo de 1,2 bilhão de dólares que fez junto ao BIRD. Na escala em São Paulo, onde deveria reunir com o alto tucanato nacional, Yeda nem reuniu, nem seguiu viagem. Voltou ao Rio Grande do Sul. Chegando em Porto Alegre, saiu dando declarações e insinuando que desistira da viagem porque estaria sendo armado um golpe para derrubá-la.

Conforme analistas políticos da direita gaúcha, os arquitetos do golpe seriam nada mais nada menos que seu vice-governador, Paulo Feijó (DEM), o Ministério Público Federal e até o presidente da Assembléia Legislativa do Estado. Ou seja, o Rio Grande do Sul estaria mais ou menos no nível de amadurecimento democrático de Honduras, onde o presidente Manuel Zelaya foi preso e deposto num golpe dado sob o manto do judiciário hondurenho. Com uma diferença. No RS, o judiciário e o DEM estariam mancomunados (pasmem) com a esquerda gaúcha... Loucura total.

Ninguém investigou se Yeda de fato conseguiria liberar os recursos em Washington, nem os motivos pelos quais o tucanato paulista não quis recebê-la no feriado. A imprensa gaúcha preferiu tratar das pautas ofertadas pela consultoria de comunicação e gestão de crise contratada para cuidar da imagem da governadora. Ou seja, depois de derrotar a oposição na Assembleia, passou a atacar o vice governador, Paulo Feijó, que promete depor na CPI da corrupção no próximo dia 26.

Tendo começado assim, a semana terminou com a governadora sendo excluída pelo Tribunal Regional Federal de uma ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público Federal. Os jornais deram destaque à exclusão. Nas letras miúdas, contudo, a decisão pode tornar ainda mais difícil a situação da governadora. O TRF entendeu que Yeda é agente político e não deve responder por improbidade administrativa mas sim por crime de responsabilidade. Ou seja, Yeda Crusius deverá ser julgada pelo Superior Tribunal de Justiça ou pela Assembléia Legislativa.

A comemoração da base yedista se deu por conta da maioria que possui na parlamento gaúcho e da blindagem que faz à governadora. O pedido de impeachment apresentado por doze entidades do funcionalismo público estadual foi negado sem sequer ouvir as acusações. A maioria governista patrolou a oposição e enterrou o processo no nascedouro. Com a decisão da exclusão da Yeda do processo de improbidade administrativa, o próximo passo da base yedista deverá ser enterrar a CPI instalada - mas também travada - na Assembleia do Estado.

Elementos de sanidade

O Rio Grande do Sul sempre se distinguiu no Brasil por suas características "mais européias". De fato, quase todos os índices gaúchos antes do governo Lula eram melhores que a média nacional. Distribuição de renda, produtividade, IDH, educação, saúde etc. Até em termos de ética os gaúchos ostentavam índices melhores que os demais estados do país. Porém, nos últimos anos, no pampa gaúcho, tudo o que era sólido se desmanchou no ar.

Com a crise instalada, a política gaúcha vem sendo dominada pela construção de factóides. A imprensa no Estado, toda ela a serviço de tudo o que seja, ou mesmo simplesmente aparente ser, anti-Lula, contribui com a desinformação. A cobertura fragmentada dos acontecimentos, a ausência de lógica no noticiário, colabora para o ambiente do vale tudo na política. Com isso, também, a cada dia mais o Rio Grande do Sul está enlouquecendo.

Em meio a esse hospício, alguns elementos de sanidade parecem emergir junto com as mudanças implementadas no país pelo governo federal. A antiga polarização entre esquerda e direita no Rio Grande do Sul está aos poucos tornando-se passado. O PT, que pontificava à esquerda, vem se dirigindo ao centro. O PMDB, que há quatro perfilou-se ao lado da direita, também. Enquanto Yeda Crusius, como representante da direita gaúcha mais radical incinera-se na chama crioula, PT e/ou PMDB emergem na cena como alternativas de sanidade e recuperação do Estado.

No PT, a candidatura do ministro Tarso Genro ao governo já está definida. Tarso vem superando aos poucos os obstáculos que tem em seu caminho. Já conseguiu unificar o seu partido, mas ainda está longe de ter resolvido outros problemas, como as alianças e o projeto de futuro. No PMDB, o ex-governador, Germano Rigotto, e o atual prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, disputam o posto de candidato. Com o partido dividido entre uma ala pró-Serra e outra pró-Dilma, o prócer do partido, senador Pedro Simon, vem sendo obrigado a fazer malabarismos para manter a unidade. Decidindo ainda este ano por Rigotto ou ano que vem por Fogaça, o PMDB de Simon colocou-se a tarefa de impor uma última derrota ao PT de Tarso Genro.

Tudo ainda pode mudar

Se hoje o mais provável é termos duas alternativas maduras de governo para resolver a crise do Estado em 2010, isso não significa que estes elementos de sanidade não possam sucumbir nos próximos meses. Há quatro anos tudo parecia caminhar para uma eleição entre Olívio e Rigotto. Acabou Yeda Crusius ganhando a eleição. Em torno a estas duas alternativas - um PT de centro-esquerda e um PMDB de centro-direita - gravitam alternativas para todos os gostos. O difícil é saber o que fará o eleitor gaúcho em 2010. Se vai perseguir uma alternativa testada e aprovada, ou jogar suas fichas novamente no novo.

Que viver, verá.



Paulo Cezar da Rosa - Direto de Porto Alegre

FONTE:
http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=5277

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

sábado, 10 de outubro de 2009


( sugestão hupperiana: asilo na embaixada riograndense em Brasília )


Por Adão Paiani (*)

Em uma de suas costumeiras crises e desvarios, a ex-Governadora em exercício, Yeda Rorato Crusius, desistiu da viagem que faria aos Estados Unidos, onde deveria visitar seus familiares e, secundariamente, tratar de assuntos do Estado. A dirigente do Executivo gaúcho alegou para a mudança de planos, segundo divulgado pela mídia amiga, o risco de um golpe articulado pelo Vice-Governador Paulo Afonso Feijó e seus apoiadores.

A ilustre mandatária do Estado gaúcho deve acreditar piamente estar à frente de um projeto de república bananeira, onde um governante é retirado de pijama do Palácio, enfiado em um avião e despachado para o exterior sem a menor cerimônia. É bem verdade que vontade e motivos sem dúvida não faltariam, à imensa maioria dos gaúchos, para cometer tamanho descalabro; pelo menos a julgar pelas últimas pesquisas de opinião. E isso realmente justifica o medo da progenitora-maior do Estado.

Mas ao agirmos assim, certamente estaríamos nos colocando no mesmo nível de indigência intelectual e cidadã, violando nossos conceitos de república, respeito à lei, à justiça e à liberdade que temos a muito custo defendido frente à sanha, as sandices e aos desmandos de um governo definitivamente pérfido, vergonhoso e enlouquecido. Acreditamos demais na democracia para isso, ao contrário de alguns.

Aliás, talvez a verdadeira vocação de YRC seja governar um Estado onde tudo seja possível, inclusive desatinos como o que teme. Um Estado onde a lei, a justiça e a democracia fiquem a disposição dos arroubos do mandatário de plantão. Onde a ordem jurídica seja usada para justificar a ditadura de pretensas maiorias.

Onde governos desmoralizados sejam carregados pelo amparo de meios de comunicação condescendentes, subservientes e vendidos a interesses espúrios. Onde elites retrógradas que não conseguem enxergar nada além de seus próprios bolsos, se disponham a beijar as mãos de qualquer enlouquecido que se preste a garantir, mesmo que momentaneamente, seus interesses.

Onde parlamentares sem o mínimo compromisso com a democracia, que garante seus mandatos, e com absoluto desrespeito aos cidadãos que os elegeram, e ainda menos pelo conjunto da sociedade, prestem-se a papéis vergonhosamente lamentáveis. Onde governantes sem a mínima condição moral e intelectual de discernir os limites do público e do privado, se locupletem à custa de um patrimônio que é de todos, e ainda se prestem a defender isso da forma mais desavergonhada possível; debochando daqueles que pagam seus salários e pufes verde-limão.

Talvez o receio da Governadora seja que o clima de “Casa da Mãe - Joana”, no qual ela e seus asseclas transformaram o Estado, se volte definitivamente contra seus interesses. Talvez tema que tenhamos nos transformado em um Estado onde os interesses daqueles que pagam a conta seja o que menos importa. Onde uma história e tradição republicana sejam rasgadas e enxovalhadas diariamente, justamente por aqueles que juraram defendê-las.

A Governadora não deve temer. Apesar de todos os seus esforços e de seu Governo, ainda resta dignidade e respeito à lei nos corações e nas mentes de milhões de gaúchos. Se ela tiver que deixar um lugar, ao qual perdeu as condições de ocupar, e onde está não por direito divino, como parece pensar, e sim pela vontade de uma maioria que a elegeu, dentro de um processo que é a essência da própria democracia; será dentro da lei, e não na marra.

Pode viajar tranqüila, Senhora Governadora. Ficaremos bem sem a sua presença. Pode acreditar.

(*) Advogado, Ex-ouvidor da Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul.



FONTE: http://rsurgente.opsblog.org/2009/10/10/o-golpe/

Puffffff ...

sexta-feira, 9 de outubro de 2009


Governo emite nota admitindo o uso de dinheiro público na casa da governadora

Deputados de oposição na Assembléia Legislativa do RS apresentaram ontem informações que apontam o uso de dinheiro público para a reforma da casa da governadora Yeda Crusius em Porto Alegre. Em entrevista coletiva, os parlamentares afirmaram terem documentos que comprovariam o desvio. Empenhos obtidos na Casa Militar demonstram a compra de materiais de construção e mobília por parte do Estado. A informação é da Agência Chasque.

Além disso, dois deputados viram uma nota fiscal em uma loja de material de construção da Capital que teria como local de entrega a casa em que Yeda mora desde 2006. A presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Corrupção, deputada Stela Farias (PT), ainda apontou que um dos valores dos materiais de construção e móveis adquiridos por meio da Casa Militar seria idêntico ao valor da nota fiscal entregue na casa da governadora. Entre as aquisições estariam cerca de R$ 8 mil em pisos de borracha. Também foram adquiridos, com dinheiro público, móveis para os netos de Yeda.

“A bancada do PT, no ano passado, encaminhou à subchefia de assuntos administrativos da Casa Civil uma solicitação para vista ao processo 16980801-07-5, que é um dos processos que vêm na denúncia. Cujo processo é compra no ano de 2007 com dinheiro público no valor R$ 6.005,00, num comércio de móveis de Porto Alegre, que teriam sido comprados móveis para os quartos dos netos da governadora. Isso é o que diz a denúncia”, afirmou.

Ao todo, as denúncias de aquisição irregular de material de construção, móveis, produtos para jardinagem e alimentos somam cerca de R$ 100 mil. Em nota emitida a noite, o governo do Estado diz conhecer o uso do dinheiro público na reforma da mansão e afirmou que é legal. Segundo o texto, bens e serviços podem ser adquiridos para o local em que o governador mora. No final do mandato, os bens deverão ser restituídos ou indenizados ao Estado.

No entanto, a própria casa de Yeda é alvo de denúncias. Suspeitas apontam que o imóvel de luxo teria sido comprado com dinheiro de Caixa 2 de campanha eleitoral. Na época, Yeda justificou a compra da casa a fim de ter uma moradia à altura do cargo de governadora.

..............................

Com essas provas de que Yeda comprou bens pessoais (tudo miudezas e irrelevâncias, em que pese os valores expressivos) para sua casa com recursos públicos não há mais dúvida: a governadora do Rio Grande do Sul é portadora de uma personalidade lúmpen, que rapina, se aproveita, tira vantagens e mistura a sua própria casa familial com o Tesouro público.

No popular: - Uma baita chinelagem!


por Cristóvão Feil - Links para esta postagem




O puff de Yeda Crusius

Paulo Cezar da Rosa

Nesta quinta feira 8, a comissão de deputados gaúchos que analisa o pedido de abertura de um processo de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB-RS) rejeitou a solicitação. O relatório da deputada Zilá Breitenbach, do mesmo partido da governadora, recomendando o arquivamento, foi aprovado pela maioria yedista de 16 deputados. A oposição retirou-se da sessão e é praticamente certo que em plenário haverá repetição do resultado.

A decisão afrontou a opinião da maioria dos gaúchos. No final de semana anterior, uma pesquisa do instituto Ibope mostrava uma rejeição de 60% ao nome da governadora e 64% de ruim e péssimo na avaliação de seu governo. Perguntados sobre o impeachment, 62% dos entrevistados se manifestaram a favor e apenas 22% contrários.

Números arrasadores

Yeda, diante de índices tão negativos (provavelmente a pior avaliação entre todos os governadores brasileiros) preferiu negar a realidade. Numa entrevista nacional, fez uma interpretação da pergunta feita pelo Ibope no sentido de que as pessoas estavam se manifestando a favor da investigação e não do seu afastamento. A pergunta entretanto, foi feita exatamente neste sentido.

Nos bastidores, algumas interpretações especulavam sobre a intencionalidade da pesquisa, totalmente negativa para a governadora. Uns, acreditando que o ministro Tarso Genro, candidato declarado do PT a governador, estaria disposto a limpar o terreno e desbloquear o campo yedista em busca de aliados entre os partidos de centro como o PDT e PTB, estaria por trás da pesquisa. Outros, que o verdadeiro interessado nos números mortíferos para as pretensões da tucana, seria seu companheiro de partido e candidatoa presidente, José Serra. O governador paulista estaria temeroso de que os escândalos envolvendo o governo gaúcho venham a contaminar sua candidatura. Como os reiterados convites a que Yeda desista de concorrer à reeleição não vêm sendo aceitos pela tucana, Serra estaria, através da pesquisa do Ibope, tentando colocar uma pá de cal nas pretensões da governadora. (...)


Para ler artigo completo, vai na Carta Capital On Line. Ou clica aqui.


segunda-feira, 5 de outubro de 2009

FEUDO SARNEY


Impressões iniciais de Teresina, onde me encontro agora.

Há uma estrada que liga Teresina a São Luiz. Toda ela cercada de pobreza. Mas basta atravessar o rio e entrar em território maranhense para a pobreza se aprofundar.

A diferença é nítida.

O Brasil é terra de coronéis. Historicamente, os coronéis se aliavam ao poder central e obtinham melhoras para sua região. Era a contraparte. Por mais que se escarafunche a história, por mais que entrem no jogo Pinheiro Machado, ACM, Vitorino, Silvestre Péricles, tenho a impressão de que ninguém superou a clã Sarney em falta de amor à própria terra.O


Autor: Luis Nassif

Das mesquinharias históricas

Por Hooligan

Nassif, o “Fantástico” de hoje vai entrar para a história, como o JN de 1989 e a edição do debate Collor/Lula. A globo simplesmente “limou” o presidente da cerimônia de escolha da cidade. Na abertura do programa, um “clip” contendo imagens da cidade e da delegação, na expectativa da escolha. Após o anúncio, mostrou a festa, a comemoração. Focaram o Pelé, que nem abriu a boca, duas vezes. O Lula, nenhuma!!!

Pior foi depois, durante o programa, uma matéria mostrando o Nuzman dizendo sobre o que considerou importante para a conquista… Disse “o discurso do Havelange”, e mostra o velhão falando, “o mapa-mundi”, e mostra o tal mapa… E ABSOLUTAMENTE NADA SOBRE O DISCURSO DO LULA!!! Não é que nao mostraram o discurso dele, é que simplesmente nem foi mencionado que ele discursou e emocionou a todos! Depois mostraram só umas imagens “de bastidores”, em que ele aparece meio de “papagaio de pirata”, como que pra dizer que sua participaçao foi acessória, simbólica! Se alguém se “informou” só pelo “Fantástico”, ficou com a nítida impressao que Lula não teve NENHUMA INFLUENCIA na escolha do Rio!!!

É incrível, a globo não se cansa de tentar escrever sua versão da história… E cria esses momentos que a gente não pode deixar esquecidos!

Via Luís Nassif - http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2009/10/05/das-mesquinharias-historicas/

Com Rio 2016, país do futuro vive o presente

na BBC Brasil

domingo, 4 de outubro de 2009

HONDURAS - TEGUCIGOLPE

... firme posição norte-americana.
São Tomé

"... um governo de visão"

PARA VER FATOS NOVOS: clique Zero Corrupção



Vamos a algumas considerações sobre o caso do furto das provas do ENEM, a partir do que saiu hoje nos jornais.

Primeiro, as conclusões. Depois, o raciocínio por trás delas:

A probabilidade maior foi a de uma operação política. O pedido de dinheiro foi despiste.

Quem atuou foi uma quadrilha organizada, que procurou dois veículos não estigmatizados por dossiês – Estadão e Record – para passar o furo.

Dois trombadinhas-laranja foram escalados para oferecer o material para a Folha no mesmo momento. Mas foi uma óbvia manobra de despiste.

Os bandidos deixaram claro que o sigilo de fonte era a maior garantia de impunidade para essas jogadas, reafirmando aquilo que detalhei à exaustão em “O Caso de Veja”: todo esquema de quadrilha especializada em dossiês tem, na ponta, a contraparte jornalística.

Foi uma operação paulistana, não brasiliense, embora não se descarte a possibilidade dos bandidos terem vindo de Brasília.

Vamos ao detalhamento, a partir das matérias publicadas (
clique aqui).

1. Há duas maneiras de se fazer dinheiro com o ENEM. O usual – conhecido por esquemas que fraudam provas de vestibulares – é vender para cursinhos ou pais de aluno. É mais rentável mas supõe um esquema prévio armado. O outro modo é explorar politicamente o episódio. E, aí, há duas hipóteses a serem investigadas. Ou o esquema pretendia dinheiro oferecendo o dossiê a jornais (com o intuito de criar escândalos políticos) ou atuava a serviço de alguma organização política.

2. Na explicação dos bandidos aos repórteres do Estadão, fica claro que a melhor maneira de gerar escândalos criminosos é em parceria com veículos propagadores de dossiês (não é o caso do Estadão). Eles dizem claramente que o sigilo de fonte garante a impunidade, razão para não terem procurado o PSDB. Pode ser uma tentativa algo canhestra de explicar porque procuraram o jornal; pode ser uma tentativa de despiste.

3. Três veículos foram procurados: Estadão, Record e, pelo que se sabe hoje pela leitura dos jornais, a própria Folha. Os que procuraram o Estado e a Record (não se sabe se são os mesmos) tinham claro conhecimento de fontes especializadas, sabiam das implicações políticas do caso e “adoçaram” a boca dos jornalistas acentuando que o caso poderia derrubar Ministros ou procurando legitimar o vazamento com toques moralistas. Os que procuraram a Folha precisaram se valer de um dono de pizzaria para conseguir o telefone do jornal.

4. O objetivo final era obviamente o Estadão ou a Record, mas por qual razão? Uma possibilidade seria o fato de ambos não terem se queimado com armações e dossiês falsos. Outra possibilidade é que as duas portas óbvias – Folha e Veja - estavam impedidas de serem acionadas. A Folha devido ao fato de controlar a Gráfica Plural (que recebeu a gigantesca encomenda do MEC de imprimir as provas); a Veja pelo fato da Abril ser grande fornecedora do Ministério da Educação.

5. Qual a intenção de colocar dois trombadinhas para procurar a Folha, então? Uma possibilidade (não a única) é de despiste, soltar penas ao vento para dificultar o trabalho da Polícia Federal, ou colocá-la no encalço de trombadinhas-laranja desviando o foco dos verdadeiros autores.

6. Foi uma manobra paulistana, não se tenha dúvida. No caso da Record e do Estadão, havia uma posição dos bandidos em, sempre, colocar Brasília como fonte do vazamento. Eram os filhos de deputados, ora o delegado da Polícia Federal, ora o funcionário do INEP. Ora, há todo um mercado de dossiês já estruturado em Brasília, em torno de sucursais ou dos próprios jornais locais. Uma possibilidade é que tenham atuado em São Paulo para fugir dos esquemas marcados em Brasília. Mas, sendo assim, a troco de quê a insistência em jogar os holofotes sobre supostas fontes brasilienses? Típica manobra de despiste: a operação foi paulistana, reforçada pelo fato de que o material que os repórteres do Estadão viram já eram provas impressas, e o INEP tinha apenas o print das questões em seus cofres.

FONTE: Luis Nassif

VISITE o Moa Blog e conheça o O monstrão do ENEM - 1

DIÁLOGOS

ãpideiti

P.S.: da série "Trocadilhos Infames".

Poeminho do Contra

Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão...
Eu passarinho!
Mário Quintana

(
na colagem com Drummond na praça da Alfandega, Porto Alegre )

sexta-feira, 2 de outubro de 2009