quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009


As trapalhadas de Honduras tontearam os editores brasileiros.Ninguém sabe em que apostar.

E os fatos chegam sempre velhos à mesa do assinante.

Hoje Folha de S. Paulo (SP), O Estado de S. Paulo (SP) e Gazeta do Povo (Curitiba, PR) dão manchete para a crise de Zelaya e da Embaixada do Brasil.

Todos sem muita emoção.

Mas é El Espectador (Bogotá, Colômbia) quem acerta o tiro.



para ver as outras capas clique no línque abaixo:

http://www.midiamundo.com/2009/09/colombia-1-brasil-0.html

domingo, 27 de setembro de 2009

MISTURÉBA


Colagem sobre foto de Vlad Artazov ( http://www.photosight.ru/photos/1202997/?from_member ). Espero que o camarada não se ofenda pois nem sei como iria me desculpar em tcheco.

PARA SEU FILHO ENTENDER: diga para o pirralho ler a postagem do dia 17 de Setembro de 2009 - http://satiro-hupper.blogspot.com/2009/09/ou-ta-refem-ou-ela-yeda-ta-gostando-de.html#links

Dica de filme para uma tarde chuvosa


ARTE em PREGOS







Hoje, Domingo, é dia de Mural aqui no Café Margoso e a dedicatória vai para o fotógrafo checo Vlad Artazov que utiliza pregos mais ou menos ferrugentos para provocar a nossa própria imaginação e criar mundos paralelos que conseguimos identificar de imediato. A série de imagens é notável e merece uma visita para apreciar a galeria completa, aqui.


Vlad Artazov
Name of Czech photographer
Vlad Artazov is well known to all photography fans. His works are full of humor, irony and their execution is great. Don’t miss it!

Dica do Café Margoso


Do blog Abunda Canalha

Em seminário sobre educação promovido pelo PSDB hoje em Natal, com a presença de José Serra e Aécio Neves, foram distribuídos adesivos com o frase: “PSDB a favor do Brazil”. Percebido o erro, a organização do evento correu para pedir que os participantes retirassem o adesivo.
Vai de vento em popa a campanha tucana. Mas convenhamos, tem todo o jeito de ser ato falho.

Fonte:
nominuto.com

sábado, 26 de setembro de 2009

UTOPIA

PARTIDO da IMPRENSA com MEDO

O PIG e a imprensa gaúcha
25/09/2009 11:50:11



No Rio Grande do Sul, temos uma imprensa que atua de modo militante e conservador desde a saída da Ditadura. Pode-se afirmar, por exemplo, sem correr o risco de estar dizendo um absurdo, que a RBS, tendo a frente o jornal Zero Hora, como uma espécie de comitê central de campanha, já elegeu dois de seus quadros para o governo estadual. Primeiro, Antônio Britto (PMDB), em 1998. Depois, Yeda Crusius (PSDB), em 2006. A unir os dois governos tivemos a mesma orientação privatista, concentradora e modernizante que a esquerda gaúcha tanto combateu como neoliberal.

De fato, Britto e Yeda saíram do anonimato trabalhando nos veículos da RBS. Construíram-se e foram construídos como quadros da empresa. Projetaram-se politicamente nas páginas e nas ondas de rádio e TV do grupo. Além de erigir os dois governadores de perfil nitidamente privatista, o grupo, num certo sentido, também teria sido responsável pela derrota do governo Olívio Dutra (PT) e auxiliado decisivamente Germano Rigotto (PMDB) como alternativa ao PT em 2002.

O PIG no RS é PIM

Principalmente por isto, ou seja, porque no Rio Grande a presença da imprensa na cena política vem de décadas, confesso que demorei a entender a expressão "PIG" - Partido da Imprensa Golpista, popularizada por Paulo Henrique Amorim, entre outros. E ainda estou em desacordo com ela.

O termo é moda e já virou até verbete na Wikipedia. Conforme lá consta, PIG "é utilizado de forma genérica e pejorativa para se referir ao jornalismo praticado pelos grandes veículos de comunicação do Brasil, que seria demasiadamente conservador e estaria tentando derrubar o presidente Luis Inácio Lula da Silva e membros de seu governo de forma constante." Este fenômeno, baseado no que se lê ultimamente, teria por base a crise dos partidos políticos e da política de um modo geral. Os veículos estariam passando a ocupar o vazio deixado pelos partidos em decadência, sendo eles próprios partidos ou fazendo às vezes de partidos.

Meu desconforto com o PIG tem raízes regionais. Não existe novidade em ter uma imprensa que atua politicamente e de forma conservadora no Estado. Isso sempre foi assim. O novo por aqui, como já comentei há algumas semanas, é que grupos distintos da mídia gaúcha estão tendendo a uma posição única, particularmente no que diz respeito às denúncias de corrupção no governo Yeda. Mas isso não é PIG - isso é só unidade de classe, fechamento de posição, defesa dos seus. Um movimento inusitado, sim, mas eu diria até compreensível. No Rio Grande do Sul, de fato, o que move a mídia não é um espírito golpista. O que move a RBS e os grupos menores é o medo de que Lula e Tarso sejam vitoriosos e o processo de democratização da comunicação se acentue, atingindo seus interesses regionais.

Olhando desse modo, a imprensa gaúcha está mais para PIM (Partido da Imprensa com Medo) do que para PIG. Capisco?

Os pingos nos is

Por outro lado, olhando o cenário nacional, sinceramente não vejo onde a imprensa brasileira tenha mudado para passar a ser condenada como golpista. Conservadora, sim, ela sempre foi. Sempre que teve interesses contrariados, atuou politicamente e tratou de colaborar para a derrubada de presidentes e governos. Por que agora considerá-la golpista? Ou ela sempre foi golpista, ou é um erro, um equívoco deseducativo utilizar agora o termo.

A mudança havida, real, no cenário nacional, é o sucesso do governo Lula. Além de ser um governo com posições opostas às dos grupos que dominam a mídia, é um governo bem sucedido que está democratizando as verbas na comunicação. Ou seja, é um governo que está mexendo onde dói no ser humano: no bolso dos bacanas da mídia.

Junte-se a isso o crescimento exponencial da internet (que também retira poder da mídia tradicional) e temos aí um quadro novo: o desvario da mídia não se deve a ela estar substituindo os partidos, mas sim ao fato dos seus partidos não estarem mais conseguindo lhes dar proteção. A denúncia do PIG pode ser boa, e em geral politicamente justa. Pode revelar a total falta de compromisso dos grandes veículos com a ética da informação. Mas é preciso entender que, hoje, quanto mais a mídia mente, mais isso é sinal de desespero e perda de poder. Isso não é sinal de fortalecimento. É fraqueza.

De fato, se tivermos a compreensão de que a família Sirotsky tem posições “fortemente neoliberais, internacionalistas e modernas de direita", como defende um amigo meu, a RBS nunca teve no Rio Grande do Sul um correspondente político partidário alinhado com suas posições e foi obrigada a realizar sua própria defesa desde sempre. Viria daí sua veia "piguista" desde os anos 80. Contudo, estar agora, na prática, acobertando um governo considerado corrupto e incompetente pela maioria da população gaúcha não é um sinal de poder, mas uma prova de sua imensa fraqueza. Inversamente, o fato da mídia nacional estar combatendo Lula não seria sinal de força, mas sim demonstração de pavor e medo diante da mudança do país.

2010 vem aí

É complicado escrever coisas como essa, mas me cobrem. Em 2010, o papel da RBS no processo eleitoral gaúcho, diferente de todas as eleições até aqui, não será mais tão decisivo quanto sempre foi. Com a crise dos seus partidos e a democratização da comunicação propiciada pelas novas tecnologias, a RBS está se tornando apenas mais um ator no processo gaúcho. E um ator tão ou mais frágil que os partidos de seu arco político.

O quadro sucessório gaúcho está caminhando para a construção de um novo cenário, configurado não mais pelos setores que sempre dominaram a política no Estado, mas pela dinâmica dos novos agentes sociais emergentes no novo Brasil. Em volta de Porto Alegre, que sedia o governo Yeda Crusius (PSDB) e hoje é governada por José Fogaça (PMDB), existe uma legião de governos populares nas cidades periféricas da região metropolitana. RBS, Yeda Crusius e José Fogaça são adversários destes governos. A luta no Rio Grande do Sul em 2010 será entre o centro e a periferia, entre a classe A e a classe C, entre a turma que frequenta a rua Padre Chagas em Porto Alegre e o povo que vibra e decide os destinos do Big Brother em suas casas nas periferias da capital.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009



Por João Pedro Casarotto (*)


É inacreditável o disposto nos documentos que lastreiam o empréstimo do Rio Grande do Sul com o Banco Mundial. Com a leitura, comprovamos que o contrato não só é péssimo para as finanças como aniquila a soberania do Estado.

A intenção de perenizar o atual governo é nítida, pois todas as políticas públicas, das receitas próprias às despesas, ficarão sob o controle direto do Banco. Isto impõe aos futuros governadores a obrigação de seguir, por trinta anos, os rumos traçados.

Os pretendentes a Governador já podem saber o que terão que fazer e a quem deverão obedecer.

Basta que leiam os documentos que sustentam o empréstimo. Por mais inacreditável que possa parecer, eles são reais, e compulsórios!

Os links dos documentos:

O Contrato

A tradução oficial

Documento inicial

Condições gerais

Leis estaduais

Aqueles que minimizam a profundidade do contrato se surpreenderão ao lerem cláusulas como a que dispõe que os direitos e as obrigações das partes são unicamente aqueles estabelecidos nos documentos da operação, os quais se sobrepõem ao próprio estatuto do Banco Mundial e a quaisquer leis ou constituições, sejam elas brasileiras ou norte-americanas.

Os litígios? Eles serão resolvidos por um Tribunal Arbitral composto por três pessoas!

Mais algumas informações:

a) na desvalorização cambial tomamos, nas primeiras 11 prestações, uma espetada de 18,47%, pois as pagamos com um dólar médio de R$2,1607 enquanto que a primeira parcela foi recebida com um dólar a R$1,8238. Aliás, a espetada poderia ter sido de 30,95% se a primeira parcela tivesse sido recebida com o dólar constante dos estudos do governo, que era de R$1,65;

b) já pagamos US$2,75 milhões e serão pagos aproximadamente outros US$3,5 milhões, somente em duas comissões;

c) o atual governo amortizará 0,15% do empréstimo enquanto que aos próximos caberão os restantes 99,85%;

d) seis dias após sua edição, a lei estadual nº 12.915/08, que autorizou o empréstimo no valor de R$2 bilhões, foi alterada pela nº 12.917/08, mudando a moeda, de reais para dólares, e o valor do empréstimo, dos noticiados US$1,100 para US$1,140, bilhão; estaria sendo preparado novo empréstimo de US$40 milhões?

Com a leitura, percebemos que o Rio Grande do Sul tem um novo núcleo duro de poder ao qual se sujeitarão os futuros governadores.

Para que isto não ocorra o empréstimo deverá ser quitado antecipadamente.

(*) Contador, Fiscal de Tributos Estaduais do RS aposentado, dirigente do Sintaf (Sindicato dos Fiscais de Tributos do RS) e ex-presidente da Afisvec (Associação dos Fiscais de Tributos Estaduais)

"FACHADA de HONESTO"

Depoimento do ex-presidente do Detran ao MPF

por O Partisan



Imperdível o depoimento do ex-presidente do DETRAN, Sérgio Buchmann, ao Ministério Público Federal. O ex-presidente relata que o secretário adjunto da Administração do Estado, Genilton Macedo Ribeiro, recomendou a ele "calar a boca e não falar mais com a imprensa".

Além disso, Buchmann conta que perguntou a Genilton:

“Mas por que me botaram aqui?”

“Porque achamos que tu era um dos nossos e tu tem fachada de honesto. "


Ainda segundo Buchmann, a propina originada do esquema no Detran atingia 24% do movimento financeiro mensal do Detran-Fundae e era distribuída da seguinte forma: 12% pro Lair, 12% pro resto.

Posteriormente, Carlos Crusius teria informado Lair que haveria uma mudança na distribuição: 1% para Lair (cerca de 70 mil) e 11% para o casal Crusius.

Se os partidos da base do governo YEDA na Assembleia e a mídia corporativa alidada não considerarem esse depoimento, de um ex-presidente do DETRAN nomeado pela própria governadora YEDA, prova robusta e consistente, eu realmente não sei o quê seria prova para eles.

Talvez, somente uma foto do momento da distribuição da propina, com declaração de culpa assinada no verso, conjuntamente com duas testemunhas, todas com firma reconhecida por autenticidade no tabelionato, seja suficiente para configurar uma prova para esses deputados. Vejam bem, talvez.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Halloween Guasca

FONTE da 'sugação': Halloween VI

CatCONCERTO

ENTIRE PERFORMANCE. Mindaugas Piecaitis, Nora The Piano Cat

Dica de Paulo Brabo - De gatos e homens

DICA de FILME

PaceSDB ...

... pacificando o Brasil

sábado, 19 de setembro de 2009

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

AS “PEDRAS” COMO TESTEMUNHAS

NÃO, não é culpa da Natureza! - Das Rad (a roda)

Pescado no Apocalipse Motorizado - http://www.apocalipsemotorizado.net/2009/09/10/sim-governador-a-culpa-e-da-natureza/


por Cristóvão Feil


"Pelo fato d'eu conhecer bastante a Governadora, veja bem, ela geralmente nesse tipo de situações aí.. ela não aparece, ela bota alguém"


Pequeno trecho de um diálogo entre Marcelo Cavalcante (falecido misteriosamente em fevereiro deste ano) e Lair Ferst (que continua vivo). O áudio foi liberado hoje à tarde na CPI da Corrupção da Assembléia estadual:

Marcelo Cavalcantee.. e.. como eu te falei no passado. É .., é.. não sei se porque estão envolvidos os partidos da base, os principais partidos da base e tudo mais.. mas independente de tudo isso aí ela não pode ficar refém disso.. senão.. senão.. não vai rolar.

Lair Ferstmas ela.. mas ela dá a impressão que tá refém, viu.. Ou tá refém ou ela tá gostando de recebendo essa grana aí que tá entrando, viu.. (Marcelo Cavalcantemas.. mas será que tá chegando pra ela mesmo? Ou eles tão alí passando a mão) Não, olha.. o que o Delson.. aliás o que o Flávio me disse que ela sabe de tudo.. ela sabe detalhe por detalhe.. ela acompanha nos mínimos detalhes tudo.. então, a operação é o seguinte, o Bordini recebeu o primeiro mês, entregou lá no Palácio, entregou pra Valna, né, o Delson tá recebendo do Maciel lá no gabinete dele na CEEE, entrega também pra Valna.


Marcelo Cavalcantepelo fato d'eu conhecer bastante a Governadora, veja bem, ela geralmente nesse tipo de situações aí.. ela não aparece, ela bota alguém.. Tendo o Delson a frente disso aí.. (Lair Fersto Delson é um laranja dela, né Marcelo..) tendo o Delson aí.. tá explicado. (Lair Fersto Delson na verdade tá funcionando como um laranja, né..) e.. e.. sumiu, né.. tá deixando todo mundo de lado aí.. (Lair Ferstvirou grandão, né..).. prá falar com ele já é.. já não se consegue mais.. entendeu, tá escondido, né.. até.. até.. veja bem, até nada pra pedir nada.. mas simplesmente não está.. tá difícil.

Lair Ferstmas eles não querem saber de alerta... [encerra a gravação].

Pescado do ótimo blog Zero Corrupção.


FONTE: http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/ou-ta-refem-ou-ela-yeda-ta-gostando-de.html#links

É só esticar a mão


A comédia de erros do yedismo atucanado

por Cristóvão Feil


A governadora Yeda fez o Brasil divertir-se, ontem. Fazendo o número da engolidora de fogo, lançou gritinhos histéricos à platéia do circo do Piratini. Vestida com uma indumentária supostamente referenciada na guerra civil farroupilha (1835-1845), a governadora-ré, nascida em São Paulo, prossegue com seus espetáculos diversionistas.

Cumpre um script traçado por editorial do jornal Zero Hora, da semana passada, onde é orientada a fazer olho branco ao processo de impeachment que ora tramita na Assembléia Legislativa estadual. Mas a força dos fatos e a consciência da derrota fazem-na personagem de uma longa e estafante comédia de erros.

Se algum roteirista tivesse apresentado, há três anos, o projeto de uma dramaturgia ficcional para ser encenada em cinema ou teatro, com as tramas, situações, estética grotesca (gigantescas cuias com ervas e enormes labaredas), tridentes avulsos, fantasias raras, falas e gags que a governadora Yeda tem protagonizado certamente seria considerado inverossímil, excessivamente fantasioso ou demasiadamente patético para atrair o público mais exigente. No entanto, a realidade está mostrando que é possível, sim, uma comédia de erros divertida, atual, verossímil, representável e com encenação mambembe por quase três longos anos nos palcos improvisados da política sulina.

Mas essa representação yedista tem um problema: o custo do ingresso é muito alto. A produção é cara e de dificílima auditagem. O povo sul-rio-grandense não vai querer experimentar um espetáculo tão oneroso assim, por mais quatro anos.


FONTE: http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/circo-guasca-diverte-o-brasil.html#links

... MAROLINHA SIM !

JORNAL FRANCÊS SURFA NA MAROLINHA E IMPRENSA GOLPISTA BRASILEIRA TOMA CALDO

Deu no conservador diário francês Le Monde, neste jeudi: "O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão "bastante correta" ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma "marolinha".Deleite-se aqui, no site da BBC Brasil.

terça-feira, 15 de setembro de 2009


Censores em ação: download interrompido na marra!

por Leandro Fortes

Primeiro, a internet violentou o papel em sua essência física, palpável, dogmática. Roubou à História da escrita o movimento manual da pena e o batuque, ora mecânico, ora elétrico, das máquinas de escrever de outrora. Minou, por assim dizer, o essencial, a rotina, para então começar a dizimar os modelos. Em pouco mais de uma década, derreteu a credibilidade e expôs as intenções das ditas mais sérias empresas de comunicação do Brasil, apesar da permanente tensão provocada pela expectativa de cerceamento e censura. Aliás, uma tentação autoritária pela qual, ao que parece, o Senado da República ensaia se ajoelhar. São sinais dessa tormenta em que vive o jornalismo brasileiro, confinado num vazio que se estende no éter de um rápido processo de decadência moral, em parte resultante de maus hábitos de origem, como o arrivismo e a calúnia pura e simples, mas também porque sobre as redações paira um ar viciado e irrespirável cheio de maus agouros de mudança, ou melhor, de status.

São ventos recentes, os da internet, que nem marolas faziam nos primeiros anos de concentração de usuários e funcionamento da rede mundial de computadores. Como fenômeno de jornalismo, foi preciso esperar que o ambiente virtual deixasse de ser eminentemente transpositivo, na verdade, uma cópia digital dos jornais, para surgir um espaço editorial novo, essencialmente individual, mas nutrido pelas idéias do coletivo. Definidos de forma simplista, no nascimento, de diários eletrônicos, os blogs se fixaram como um instrumento de comunicação social poderoso, a ponto de se tornarem subversivos, no melhor sentido da palavra. Passaram a devorar velhos esquemas como uma nuvem de insetos, milhões deles, em crescimento exponencial. Tornaram-se, na singular definição do ministro-jornalista Franklin Martins, “grilos falantes” da mídia e inauguraram uma regulação ética nominal e permanente do noticiário. Dentro desse papel, os blogs independentes têm conseguido desmascarar, muitas vezes em tempo real, tradicionais espaços editorais voltados, historicamente, para a manipulação e distorção de matérias jornalísticas a soldo de interesses inconfessáveis. Tornaram-se, em pouco tempo, imprescindíveis.

Pensei nisso tudo por várias razões, mas principalmente porque tenho que falar, no final de outubro, com estudantes de jornalismo da Universidade de Maringá, no Paraná, sobre o fenômeno da blogosfera e discutir as razões desses maus tempos de jornalismo em que vivemos. Mas também porque a animosidade das velhas elites políticas brasileiras com a internet alcançou seu paroxismo nesse projeto inacreditável assinado pela dupla de senadores Marco Maciel (DEM-PE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG), de restrição de liberdade na rede mundial de computadores. Onde estão os freios dessa gente? Ainda que não houvesse muitos motivos para repudiar uma intenção de censura no mais democrático ambiente de comunicação da cultura humana em todos os tempos, bastaria um – o da civilidade – para fazer calar esse clamor de alcova que nos envergonha.

Trata-se de uma tentativa primária, nos métodos e na intenção, de conter o poder iconoclasta e o viés crítico da internet, notadamente dos blogs. Pretende-se amordaçar uma rede formada, apenas no Brasil, por 64,8 milhões de pessoas, segundo pesquisa do Ibope publicada em agosto de 2009, ou seja, no mês passado. O instituto calcula que esse número cresça, na próxima década, cerca de 10% ao mês. Portanto, mais do que dobrando de tamanho em 10 anos, a depender da intensidade das diversas políticas de inclusão digital capitaneadas pelo governo do PT. Pensar em controlar o torvelinho de informação circulante, hoje, na internet, é um exercício absoluto de arrogância, quando não de ignorância. É um exagero surpreendente, até mesmo em se tratando de uma iniciativa dessa triste e reacionária elite política e econômica brasileira. De minha parte, não acredito que o Brasil vá aceitar, inerte, essa bofetada do atraso.

Eu não vou.

domingo, 13 de setembro de 2009


por KAYSER

HIPOCRISIA DEVORADORA

Aprecie com moderação.
Por Marco Aurélio Mello

Existe frase mais hipócrita do que essa? Você acaba de exibir um comercial no horário nobre em que associa o consumo de álcool a todos os prazeres da vida, com claro apelo ao público adolescente e encerra com um narrador em off: Aprecie com moderação. Um jovem quando aprecia, devora. É da natureza daquele que está descobrindo as novidades do mundo adulto. Portanto, como moderar? A questão sobre o consumo de álcool no Brasil é séria demais e negligenciada. Um estudo recente da Unifesp demonstrou que grande parte dos gastos do SUS estão relacionados às consequências, diretas ou indiretas, do abuso dessa droga lícita. Mas parece que a sociedade ainda não está disposta a discutir o assunto com a devida profundidade. Quando trabalhava em outro telejornal recebemos a informação de que uma grande cervejaria estava sonegando ICMS, como forma de ter um preço mais competitivo ao consumidor e, assim, enfrentar o oligopólio que dominava o setor. Havia câmeras escondidas, documentos, investigações do Ministério Público, flagrantes dos caminhões, tudo. O material foi editado e estava pronto para ir ao ar, mas não foi exibido. Sabem por quê? Por causa de interesses comerciais. As cervejarias gastam uma fortuna com publicidade. E quase sempre são detentoras de cotas de patrocínio de grandes eventos, transmitidos pela televisão. Como praticar jornalismo com independência editorial, se os veículos são financiados assim? Esta é uma boa pergunta para os estudantes (que provavelmente estarão no bar próximo à faculdade) e para o grande público (preferencialmente, no momento em que o país para para assistir aos jogos da seleção).

O IMAGINÁRIO:


O REAL:

Texto bebido no doladodelá



por Altamiro Borges

O intelectual argentino Claudio Katz é reconhecido mundialmente por suas análises penetrantes e polêmicas sobre a atual fase destrutiva e regressiva do sistema capitalista. Autor de vários livros, ele integra o coletivo “Economistas de Esquerda” (EDI) e hoje dá assessoria ao presidente Hugo Chávez. Em recente entrevista ao sítio Resistir, ele rejeita a idéia de que o pior já passou na recessão mundial. “A situação econômica é muito grave e teremos ainda de bater no fundo, pois estamos no primeiro momento da crise”. Mas, otimista, ele acredita que “o projeto socialista pode maturar nesta turbulência” e fala das mutações recentes na América Latina.

Num dos trechos desta instigante entrevista, Claudio Katz analisa o papel da mídia hegemônica. Indica que as esquerdas, dos mais variados matizes, devem dar mais atenção aos meios privados de comunicação, que hoje exercem uma “grande inquisição midiática” no planeta. Ao tratar da retomada da ofensiva da direita latino-americana, através de golpes, bases militares e conquistas eleitorais, ele destaca esta “novidade”. Reproduzo abaixo os trechos sobre este tema estratégico:

“A influência despótica da mídia”

“A direita cultural, neoconservadora, latino-americana, governou a região durante décadas, e alimenta os governos militares, mantendo um pensamento elitista, liberal e eurocêntrico. Hoje, ela tem grande capacidade de manipulação midiática. Essa é a novidade. Porque governaram historicamente através da igreja, dos seus recursos, das suas escolas, e agora como têm os meios de comunicação sob o seu domínio, elas exercem uma influência despótica através dos mesmos.

Os meios de comunicação são agora o que foi a Igreja Católica?



sábado, 12 de setembro de 2009


por Augusto Bier
Tegugigolpe

FONTE: não tenho a mínima idéia de onde tirei ... chove muito lá fora. Hoje estou a favor da Lei Seca, caso continue chovendo visto minhas galochas, pego meu caiaque e vou encher a cara.


Sorvido do Bodega Cultural
SEMANA FARROUPILHA

Sátiro homenageia a guauderiada.

domingo, 6 de setembro de 2009

Kiriku e a Feiticeira (parte 1/8)

Kiriku e a Feiticeira (parte 2/8)

Kiriku e a Feiticeira (parte 3/8)



Kiriku e a Feiticeira
(parte 4/8)



Kiriku e a Feiticeira
(parte 5/8)



Kiriku e a Feiticeira
(parte 6/8)



Kiriku e a Feiticeira
(parte 7/8)



Kiriku e a Feiticeira
(parte 8/8)

Solitude

Solitude from robin risser on Vimeo.

Solitude
A universal feeling

A long journey in solitude searching for hope.A film that communicates in a esthetic pictures poetry and emotion, to explore a new experience in Cinemato Graphy.

Created and directed by Robin Risser

robndesign.com

Entierly filmed with a Canon EOS 5D Mark II

shortoftheweek.com/2009/08/24/qa-with-robin-risser-solitude/

MUNDO de PAPEL

SCRIBE MUNDO DE PAPEL from ladies on Vimeo.

In a black & white Paris

Reulf from Charlesque on Vimeo.

...little creatures with paintbrush decide to brighten up the city...

Reulf is student project from University of Paris VIII directed by Quentin Carnicelli, Charles Klipfel & Jean-François Jégo as part of our graduate program in Arts and Technologies de l'Image.Music composed by Robert le magnifique & Olivier Mellano.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

HARD DAY

( flagrante na redação )



02/09/2009

Fernando Henrique Cardoso, César Gaviria e Ernesto Zedillo fingem esquecer os fracassos abissais e buscam liderar o movimento voltado a introduzir novas políticas de enfrentamento do fenômeno representado pelas drogas. No particular, lembro um quadro exposto em Nápoles, no famoso museu nacional de Capodimonte. A pintura mostra um cego a guiar outros, conduzindo-os inapelavelmente em direção ao abismo.

Os supracitados ex-presidentes criaram a Comissão Latino-Americana sobre Drogas e Democracia. Na semana passada, reuniu-se a comissão brasileira. No particular, convém relembrar os governos da trinca mencionada e as suas ferrenhas posturas de criminalizar os usuários e tratar como párias os dependentes, que não conseguiam assistência médico-sanitária ou tratamentos. Nem pensar no uso terapêutico da maconha, em locais seguros para consumo, pill testing ou tratamento para encarcerados, pois entendiam como casos de polícia criminal.

No segundo mandato, FHC solicitou ao presidente da Câmara, o então deputado Aécio Neves, a colocação em votação, em regime de urgência, de projeto de lei sobre drogas proibidas, que considerava excelente e tramitava há anos no Congresso. Depois da aprovação, FHC percebeu que não dava para sancioná-lo, de tão reacionário e retrógrado: previa, inclusive, pena alternativa de interdição do usuário para o exercício do comércio e proibição para casar. Em resumo, a lei de 1976 era melhor.

O usuário continuou a ser tratado, por FHC, como criminoso. E não lhe faltou insistente proposta para seguir o então progressista modelo português, segundo o qual o porte de drogas para uso próprio era enquadrado como infração meramente administrativa, ou seja, não criminal.

Nos estertores do seu segundo mandato, FHC resolveu anunciar uma política sobre drogas, certamente com a intenção de contribuir com o governo do novo presidente. Não foi difícil, como registrado pelo jornalista Fernando Rodrigues, constatar que a tal política se tratava de uma cópia carbonada da norte-americana, cujo fracasso até o democrata Bill Clinton admitiu, jogando nas costas do czar antidrogas da Casa Branca, um general afinado com o Partido Republicano desde o tempo de combatente no Vietnã. O segundo companheiro de FHC é o ex-presidente colombiano César Gaviria, cujo mandato durou de 1990 a 1994. Foi no mandato de Gaviria que Pablo Escobar, chefe do cartel de Medellín, construiu uma luxuosa e confortável prisão, só para ele, na cidade de Enviago.

O povo colombiano apelidou a prisão de La Catedral, ou seja, o santuário onde Escobar comandava o tráfico e do qual entrava e saía quando bem entendesse. Em razão de temer ataques aéreos da CIA-DEA, os homens de Escobar passaram a controlar os radares do Aeroporto Nacional Rionegro, próximo de La Catedral.

No governo Gaviria, o referido Escobar montou a Tranquilândia, ou seja, um megaespaço onde funcionavam os laboratórios de refino de cocaína. Tinha até pista para atender as frotas de aviões do Expresso da Cocaína, de propriedade de Escobar: um dos pousos de helicópteros fotografados na Tranquilândia levava o falecido pai do atual presidente Uribe.

No governo Gaviria, não só prosperaram os cartéis de Medellín e Cali, dirigidos, respectivamente, por Pablo Escobar e os irmãos Orejuela. Os paramilitares direitistas das AUC se fortaleceram e passaram, antes das Farc, a traficar cocaína. Sobre a chamada dos americanos (do DEA) para matar Pablo Escobar, com uso de interposta força colombiana chamada Bloque de Búsqueda, o ex-presidente Gaviria pouco fala. Gaviria cuidou mesmo de uma sinecura, pós-mandato, ou seja, virou secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, cujo braço de combate às drogas não realizou nada de útil.

Quanto ao terceiro, Ernesto Zedillo, com mandato de 1994 a 2000, este foi o responsável pela quebra da economia do México. No seu governo, o dólar subiu 100%, a provocar a falência de milhares de empresas e o maior índice de desemprego da história do país. A única indústria a prosperar foi a do narcotráfico: bateu-se o recorde de remessa de cocaína para os EUA.

Como se percebe, a trinca poderá, pelos currículos, dar grande contribuição à humanidade, na questão das drogas. A propósito, na semana passada, FHC revelou que a recipiendária dos trabalhos do Conselho será a ONU. Estranho, pois a ONU mantém em vigor, sem alterações, a Convenção Única sobre Drogas Ilícitas, de 1961. Em outras palavras, desde 1961 encontra-se em vigor uma convenção criminalizante, que seguiu o falido modelo dos EUA. Em 1971 e 1988 foram criadas, sem mudar a de 1961, duas outras convenções, sobre psicotrópicos e tráfico ilícito. Em conclusão, nada muda na ONU desde 1961.

Pano rápido. A Comissão Latino-Americana, nesse tema, esconde outros interesses que Freud talvez explicasse. No fundo, uma “enganação”, a parar na gaveta 171, proêmio, da ONU.





FONTE: http://www.cartacapital.com.br/app/coluna.jsp?a=2&a2=5&i=4943

Famintos, uni-vos!

Amanhã tem manifestação a favor do governo estadual na frente do Palácio Piratini. Lúmpens, famintos, CC's do governo-pântano, estarão mobilizados para louvar a decência e a probidade da governadora-ré.

Mas, atenção: roga-se que todos sejam educados. Não gritem com a boca cheia.
Comenta-se que o jornalista rebessiano Affonso Paulo Sant'Ana fará um palpitante e inesquecível pronunciamento do alto de uma carrocinha de churros.

Redator: Cristóvão Feil - http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/amanha-tem-cachorro-quente-gratis.html


NOTA: colagem "lavoisier-básica" sobre Trabalho d'O Jumento - http://jumento.blogspot.com/2009_08_01_archive.html

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

IMAGEM do DIA


[Andre Penner/Associated Press]

«Riot police took up positions against protesters in a Sao Paulo, Brazil, slum Tuesday. Protests started after a 17-year-old girl was fatally shot by a stray bullet in a shootout between police and alleged car thieves.» [The Wall Street Journal]

FONTE: http://jumento.blogspot.com/2009/09/umas-no-cravo-e-outras-na-ferradura_03.html#links


Posted by Leandro Fortes

Vamo que vamo, companheira!

O pré-sal trouxe um problema extra de longo prazo à oposição, sobretudo para os tucanos, cuja sobrevivência política está cada vez mais ameaçada pela falta absoluta de um discurso capaz de se contrapor ao Palácio do Planalto. Até a descoberta das reservas de petróleo do pré-sal, ainda era possível ao PSDB e a dois de seus mais importantes satélites, DEM e PPS, enveredarem-se no varejo das guerrilhas midiáticas montadas sobre dossiês e grampos fajutos. Havia sempre a chance de desconstruir as políticas sociais do governo Lula a partir da crítica fácil (e facilmente disseminada por jornalistas amigos) ao Bolsa-Família, descrito, aqui e ali, como uma fábrica de vagabundos, de jecas tatus preguiçosos e indolentes, sem falar no estímulo à ingratidão de domésticas mais interessadas – vejam vocês! – em criar os filhos do que esquentar o corpo no fogão a troco de um salário mínimo. Agora, o espaço para esse tipo de manobra tornou-se diminuto, para não dizer irreal.

A capacidade futura de gerar recursos do pré-sal, contudo, é circunstancialmente menor que o seu atual potencial político e eleitoral, e nisso reside o desespero da oposição. Há poucos dias, o governador de São Paulo, José Serra, do PSDB, chegou ao ponto de se adiantar ao tempo e anunciar futuras mudanças no marco regulatório do pré-sal, falando como presidente eleito, a um ano das eleições. O senador Álvaro Dias, tucano do Paraná, livre de todos os escrúpulos, admitiu estar atrás de uma empresa americana do setor petrolífero para juntar munição contra a Petrobras. No Senado Federal, um dia depois do anúncio oficial do pré-sal, um grupo de senadores se revezou na tribuna para choramingar contra o projeto eleitoral embutido no evento, quando não para agourar a possibilidade de todo esse petróleo ser usado, como quer Lula, para combater a pobreza no Brasil. E é nisso, no fim das contas, que reside a tristeza tucana e de seus companheiros de infortúnio.

Manter o pré-sal sob responsabilidade exclusiva da Petrobrás, como quer o governo, confere à opção uma cor, digamos, chavista, no melhor sentido da expressão, por deixar ao arbítrio do administrador da riqueza mineral em questão o poder de utilizá-la em programas voltados para o bem estar social, principalmente, nos setores de educação e saúde. Esse poder, que na verdade é do Estado, carrega consigo um óbvio e incalculável potencial eleitoral do qual Lula, que nunca foi bobo, não irá abrir mão. Não por outra razão, ao discursar sobre o tema, em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente deu uma cacetada nos tucanos ao lembrar ao distinto público da sanha do PSDB, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, em privatizar a Petrobras (chamada pelos tucanos de “último dinossauro” estatal) e rebatizá-la de Petrobrax – uma designação tida como “mais internacional” por mentes notadamente sub-colonizadas.

A perspectiva de utilização de recursos petrolíferos em programas sociais, calcada no modelo adotado por Hugo Chávez, na Venezuela, é a fonte permanente de todo o terror da direita sulamericana, inclusive a brasileira, menos pelo fator ideológico embutido na discussão, mais pelo pavor de deixar nas mãos de um adversário tal instrumento poderoso de financiamento de novas e ainda mais ousadas políticas de distribuição de renda e assistência social. O interessante é que, se tudo der certo, o auge da exploração do pré-sal se dará em 2015, um ano depois, portanto, do mandato do sucessor de Lula.

Ou seja, o desespero da oposição está projetado para uma possível reeleição da ministra Dilma Rousseff, que sequer se sabe se será eleita.